"Quando a falsidade fica tão parecida quanto a verdade, quem pode estar seguro de alguma felicidade?"
Em Frankenstein de Mary Shelley acompanhamos Victor Frankenstein, um jovem dedicado às ciências que dá vida a um ser de aspecto assustador. Cheio de horror pela sua criação, ele a abandona e esse ser solitário vai persegui-lo num jogo de gato e rato.
Confesso, tem histórias que de tão conhecida, elas acabam tirando um aspecto da nossa leitura. Sou uma leitora que em geral nem lê direito sinopses para não estragar a experiência. Entretanto, perto do Halloween resolvi ler um dos maiores clássicos do terror (Drácula não estava disponível na biblioteca). Digo isso porque certamente isso influenciou a minha experiência de leitura numa história que nos povoa o imaginário após tantas versões cinematográficas.
Gostei do personagem do monstro, achei por vezes muito humano e as suas narrações são objetivas e sentimentais numa dose que me manteve cativa. Também gostei da ambientação inicial da vida do Victor. Entretanto, a criação do monstro é bem sutil e achei até pouco elaborada, além disso a dose de questionamentos e diria até burrice do Victor tão grande que por vezes cheguei a revirar os olhos.
Claro que ler um texto antigo temos que colocar em contexto, mas, nesse caso, os personagens em geral não me cativaram (com exceção do monstro). Entretanto tem boas reflexões e gostei de ter lido.
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