Leituras de Julho: uma odisseia feminina

Esse mês consegui ler nove livros. Como tive que carregar alguns calhamaços, também li livrinhos pequenos de contos, porque dois livros grandes ou uma grande e normal a serem carregados na mochila, não tem coluna que aguente. Foi bom que alguns desses livrinhos de contos, são abandonados por mim e acabam não sendo livros.

Muitos livros de perspectivas femininas lidos esse mês: Patos, Aprender a Falar com Plantas, O Som do Rugido da Onça, Tudo de Bom Vai Acontecer e de alguma maneira também A Árvore Mais Sozinha do Mundo. 

MELHOR LIVRO:


Dostoiévski certamente faz um livro perfeito em Crime e Castigo. Nenhuma palavra, nenhuma ideia e nenhum personagem está na história de enfeite. Tudo é muito bem construído. Não tem como não achar um dos melhores livros lidos.

O QUE MAIS IMPACTOU:

Entretanto nem sempre os melhores são aqueles que de algum modo de impacta naquele momento. As perspectivas femininas de algum modo de algum modo me tocou seja falando de uma realidade brasileira (A Árvore Mais Sozinha do Mundo) ou nigeriana (Tudo de Bom Vai Acontecer), uma narrativa sobre luto (Aprender A Falar com as Plantas), assédio sexual (Patos). Mas o melhor é quando essa realidade feminina, brasileira e indígena resgata em algum ponto a perspectiva do perdedor, da perdedora. Em O Som do Rugido da Onça, Micheliny Verunschk faz certamente um belo trabalho de linguagem e tempo para captar a cultura e o modo indígena e nos assustar e nos enfurecer e queremos nós mesmos viramos onças para resolver esse mundo cíclico que é o massacre indígena.

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